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Carteira assinada Melhor com Lula

Hoje 39,5 milhões de pessoas trabalham com carteira assinada no setor privado. No mesmo trimestre do governo Bolsonaro, eram 35,2 milhões.

São 4,2 milhões a mais. Os 39,5 milhões são o maior número desde 2012, quando o IBGE começou a medir. O número não inclui as domésticas.

Governo Bolsonaro 2019–2022

35,2milhões

jun–ago/2022

Governo Lula 2023–hoje

39,5milhões

jun–ago/2026

Por quê: Com Lula, a carteira cresceu 3,4 milhões até agora. Com Bolsonaro, 1,7 milhão no mesmo tempo: a pandemia tirou 4,5 milhões em 2020.

Por que importa: Com carteira, quem trabalha tem 13º salário, férias pagas, FGTS, seguro-desemprego e tempo contado para a aposentadoria.

Fonte: IBGE (PNAD Contínua)ver fontes →

Entenda

  • Com Lula, a carteira cresceu mais que o emprego em geral: do fim de 2022 até jun–ago/2026, a carteira subiu 9%, e o total de pessoas trabalhando, 6%. Com Bolsonaro, até o mesmo ponto, 5% e 5%.
  • Dentro de cada governo: com Bolsonaro, foi de 33,6 milhões (fim de 2018) para 35,2 milhões no mesmo ponto, e o governo terminou com 36,1 milhões. Com Lula, de 36,1 milhões para 39,5 milhões.
  • Mesmo antes da pandemia, a carteira crescia menos com Bolsonaro: no 1º ano de governo (2019), foram 0,7 milhão a mais. No 1º ano de Lula (2023), 1,1 milhão.
  • A informalidade caiu: em jun–ago/2022, 39,8% de quem trabalhava estava na informalidade. Em jun–ago/2026, 37,5%. O número de informais quase não mudou: 38,7 milhões e 38,8 milhões.

Para ser justo

Em 2020, com Bolsonaro, a pandemia tirou 4,5 milhões de empregos com carteira, e a volta começou no fim de 2020. E pelo Caged, que conta as vagas com carteira registradas pelas empresas, a diferença é bem menor: 5,1 milhões de vagas a mais com Bolsonaro até ago/2022 e 5,5 milhões com Lula até ago/2026.

Veja a conta do desemprego →

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Imagem para mandar: Empregados com carteira assinada no setor privado: Bolsonaro 35,2 milhões, Lula 39,5 milhões.

Hoje é dia de eleição. O compartilhamento volta amanhã.

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Texto para acompanhar

O Brasil tem hoje o maior número de pessoas com carteira assinada já medido: 39,5 milhões. No mesmo trimestre do governo Bolsonaro, eram 35,2 milhões. É do IBGE: https://fazaconta.rzelli.com/conta/carteira-assinada/

Empregados com carteira no setor privado (IBGE, PNAD Contínua), mesmo trimestre de governo: 35,2 milhões (Bolsonaro, jun–ago/2022) × 39,5 milhões (Lula, jun–ago/2026), recorde da série. Pelo Caged, vagas a mais até o mesmo mês: 5,1 milhões × 5,5 milhões. https://fazaconta.rzelli.com/conta/carteira-assinada/

Empregados com carteira assinada no setor privado, mês a mês de cada governoGoverno BolsonaroGoverno Lula
30 mi35 mi40 mi1º ano2º ano3º ano4º anomesmo ponto35,2 mi39,5 mi
30 mi35 mi40 mi1º ano2º ano3º ano4º anomesmo ponto35,2 mi39,5 mi

Trimestre móvel: cada ponto é o trimestre que termina naquele mês.

Confira com uma IA

Não precisa acreditar na gente. Leve esta pergunta para uma inteligência artificial e veja o que ela encontra nas fontes oficiais.

Hoje é dia de eleição. Os botões voltam amanhã.

No ChatGPT, a pergunta já vem escrita: é só apertar o botão de enviar (↑).

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Ver a pergunta

Quero checar uma informação antes de compartilhar. Afirmação: «Hoje 39,5 milhões de pessoas trabalham com carteira assinada no setor privado. No mesmo trimestre do governo Bolsonaro, eram 35,2 milhões.» Como foi comparado: No mesmo trimestre de governo: jun–ago/2022 e jun–ago/2026. Explicação que acompanha: Com Lula, a carteira cresceu 3,4 milhões até agora. Com Bolsonaro, 1,7 milhão no mesmo tempo: a pandemia tirou 4,5 milhões em 2020. Ressalva que acompanha: Em 2020, com Bolsonaro, a pandemia tirou 4,5 milhões de empregos com carteira, e a volta começou no fim de 2020. E pelo Caged, que conta as vagas com carteira registradas pelas empresas, a diferença é bem menor: 5,1 milhões de vagas a mais com Bolsonaro até ago/2022 e 5,5 milhões com Lula até ago/2026. A informação é de outubro de 2026. Use os dados mais recentes, até essa data. Fontes citadas: Pessoas ocupadas por posição na ocupação (empregado no setor privado com carteira), IBGE, PNAD Contínua, tabela 6320: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6320 Pesquise na internet, de preferência nas fontes oficiais, e responda em português simples: 1) está correta, incorreta ou correta mas faltando contexto? 2) que números você encontrou e onde? 3) o que essa informação deixa de fora? Não use como prova o site onde vi isso nem páginas que só repetem a afirmação: vá à fonte original.

IA também erra. Abra os links das fontes que ela mostrar.

Fontes

Ver como fizemos a conta e os cuidados

Como fizemos a conta

  • A PNAD é por trimestre móvel. Mesmo ponto: jun–ago/2022 (Bolsonaro) e jun–ago/2026 (Lula), o mesmo trimestre da conta do desemprego.
  • Contamos o empregado no setor privado com carteira assinada, sem o trabalhador doméstico (tabela 6320 do IBGE). O número de jun–ago/2026 é o maior da série, que começa em jan–mar/2012.
  • Recebeu → mesmo ponto: Bolsonaro 33,6 milhões → 35,2 milhões; Lula 36,1 milhões → 39,5 milhões. Fim do governo Bolsonaro: 36,1 milhões.
  • Caged (série 28763 do Banco Central, estoque de empregos com carteira): de dez/2018 a ago/2022, 5,1 milhões a mais; de dez/2022 a ago/2026, 5,5 milhões a mais.

Cuidados

  • A PNAD é uma pesquisa feita nas casas, por amostra. O Caged conta os registros das empresas. Os dois medem coisas parecidas, mas não iguais.
  • O Caged mudou de método em 2020 (o "Novo Caged"). Por isso a comparação de vagas entre os dois governos deve ser lida com cuidado.
  • O total de pessoas trabalhando também cresceu: de 97,5 milhões no fim de 2022 para 103,5 milhões (6,1%). A carteira cresceu 9,3% no mesmo período.
  • Dos 4,2 milhões a mais entre os dois "mesmo ponto", 0,9 milhão foram abertos nos últimos meses do governo Bolsonaro (jun–ago/2022 ao fim de 2022).
  • Em 2026, a carteira cresceu pouco: em 12 meses, 334 mil a mais pela PNAD, o que o IBGE trata como estabilidade, e 888 mil vagas pelo Caged, o menor número desde 2020.
  • Ter carteira não diz quanto a pessoa ganha. O ganho está na conta "Ganho de quem trabalha".
Mês de governoBolsonaroLula
12º (dez/2019 · dez/2023)34,2 mi37,2 mi
24º (dez/2020 · dez/2024)30,9 mi38,5 mi
36º (dez/2021 · dez/2025)33,8 mi39,4 mi
44º (ago/2022 · ago/2026)35,2 mi39,5 mi
48º (dez/2022 · dez/2026)36,1 miainda não chegou

A mesma régua para os dois: mesmo ponto do mandato, valores corrigidos pela inflação quando são em reais. Como fazemos a conta.