Contas atrasadas das famílias Melhor com Bolsonaro
Hoje, de cada 100 reais emprestados às famílias, 8 estão com pagamento atrasado há mais de 90 dias. No mesmo ponto do governo Bolsonaro, eram 6.
Governo Bolsonaro 2019–2022
5,7%
ago/2022
Governo Lula 2023–hoje
8,0%
ago/2026
Por quê: Parte da alta é mudança na regra dos bancos: pelo Banco Central, ela explica cerca de 70% da alta até jun/2025.
Entenda
- Parte da alta é mudança de regra: desde janeiro de 2025, os bancos demoram mais para tirar da conta os empréstimos não pagos. O Banco Central calcula que isso explica cerca de 70% da alta até junho de 2025. Mesmo assim, o atraso subiu.
- Os juros altos (Selic de 13,75%) encarecem as dívidas. Quem decide os juros é o Banco Central, que tem autonomia desde 2021.
Para ser justo com os dois
O tamanho das dívidas das famílias cresceu com Bolsonaro: de 39% para 49% da renda. Com Lula ficou parecido (50%), mas o atraso nos pagamentos é recorde.
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Quero checar uma informação antes de compartilhar. Afirmação: «Hoje, de cada 100 reais emprestados às famílias, 8 estão com pagamento atrasado há mais de 90 dias. No mesmo ponto do governo Bolsonaro, eram 6.» Como foi comparado: No mesmo ponto do governo: ago/2022 e ago/2026. A informação é de outubro de 2026. Use os dados mais recentes, até essa data. Fontes citadas: Inadimplência da carteira de crédito com recursos livres, pessoas físicas, Banco Central, série SGS 21112: https://api.bcb.gov.br/dados/serie/bcdata.sgs.21112/dados?formato=json; Endividamento das famílias com o sistema financeiro, % da renda, Banco Central, série SGS 29037: https://api.bcb.gov.br/dados/serie/bcdata.sgs.29037/dados?formato=json Pesquise na internet, de preferência nas fontes oficiais, e responda em português simples: 1) está correta, incorreta ou correta mas faltando contexto? 2) que números você encontrou e onde? 3) o que essa informação deixa de fora? Não use como prova o site onde vi isso (fazaconta.rzelli.com).
Ver a conta completa: fontes, como foi feita e cuidados
Fontes
- Inadimplência da carteira de crédito com recursos livres, pessoas físicas · Banco Central, série SGS 21112
- Endividamento das famílias com o sistema financeiro, % da renda · Banco Central, série SGS 29037
- Meta da Selic · Banco Central, série SGS 432
- Boxe: efeitos da Resolução CMN 4.966 sobre a inadimplência (cerca de 70% da alta até jun/2025) · Banco Central, Relatório de Política Monetária, set/2025
Como fizemos a conta
- Inadimplência: parte dos empréstimos com atraso de mais de 90 dias. A série começa em mar/2011.
- Recebeu → entregou: Bolsonaro 4,9% → 6,0%; Lula 6,0% → 8,0% até agora.
Cuidados
- Pela série do Banco Central, 8,0% é o maior nível desde 2011 (o recorde anterior era 7,2%, em mai/2012). Mas a comparação com antes de 2025 tem a mudança de regra no meio: a Resolução CMN 4.966, em vigor desde jan/2025, fez os bancos manterem por mais tempo na conta os empréstimos atrasados. O Banco Central estima que ela explica cerca de 70% da alta até jun/2025, e que, mesmo sem ela, a inadimplência teria subido.
- A Selic é decidida pelo Banco Central, que tem autonomia desde 2021.
- Endividamento (quanto da renda de 12 meses as famílias devem): 39,0% (dez/2018) → 49,1% (dez/2022) → 49,9% (jul/2026).
| Mês de governo | Bolsonaro | Lula |
|---|---|---|
| 12º (dez/2019 · dez/2023) | 5,1% | 5,7% |
| 24º (dez/2020 · dez/2024) | 4,2% | 5,4% |
| 36º (dez/2021 · dez/2025) | 4,5% | 7,1% |
| 44º (ago/2022 · ago/2026) | 5,7% | 8,0% |
| 48º (dez/2022 · dez/2026) | 6,0% | ainda não chegou |